Archive | junho 2013

Nota da Direção Nacional da JPT sobre as manifestações em todo Brasil

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A nota é uma convocação a toda militância do Partido dos Trabalhadores, que sempre esteve acordada, a participar e construir as mobilizações em suas cidades de forma pacifica.

Um amplo processo de lutas e mobilizações está tomando conta das cidades brasileiras. Mobilizações essasalimentada com muita, muita disposição de pessoas que decidiram ir às ruas para construir profundas mudanças noBrasil. No último dia 17 de Junho de 2013 como há tempos não se via mais de 300.000 pessoas foram ás ruasdas mais variadas cidades levantar sua bandeira de reivindicação e demonstrar sua indignação.

Mas tudo isto não de forma pacífica e sem resistência. Mais uma vez os que se incomodam com povo na rua mostram suas garras. Na maioria dos atos a Polícia Militar de forma antidemocrática reprimiu com muita violência e intolerância manifestações pacífica que tomavam com muita alegria e disposição ás nossas ruas. A Juventude do PT grita em alto e bom som, basta! Chega de violência!Não nos calarão! Não vamos tolerar a escalada violenta contra os atos políticos. Consideramos as ruas e praças públicas espaços fundamentais do exercício da cidadania e do debate democrático.

Essas marchas tem legitimamente pressionado nosso Partido e nossos Governos a serem mais ousados e nos abrem a possibilidade de aproveitar essa favorável conjuntura para avançar ainda mais. Estas manifestações devem servir como um alerta acerca do mal-estar existente nas juventudes, nos setores populares, nos grandes centros urbanos. Apesar de o Brasil estar hoje muito melhor do que na era neoliberal e muito melhor do que estaríamos se os tucanos estivessem vencidos as últimas eleições, ainda assim o país possui uma grande desigualdade.

Uma desigualdade que está presente na vida pessoal e na vida pública. O acesso à habitação, à saúde, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, à comunicação, ao transporte e, de maneira geral, o acesso a tudo aquilo que a vida urbana pode nos oferecer, ainda é distribuído de maneira totalmente desigual. A isto se agrega a violência, que atinge especialmente as periferias e os setores populares, inclusive por obra de uma polícia tantas vezes racista e brutal.

Esta é a oportunidade de ouvir o clamor das ruas e implementar a tarifa zero nos transportes coletivos e fortalecer uma outra política de mobilidade urbana; De fazer a democratização das comunicações e acabar com o poder das grandes corporações midíaticas; De garantir saúde pública de qualidade em todos os níveis; De garantir os 100% dos Royalties do pré-sal para educação pública; Da taxação das grandes fortunas;De aprovar a REFORMA POLÍTICA com financiamento público de campanha; De impedir as várias quebras de direitos humanos e garantir que o legado da copa represente os anseios da população e outras reivindicações que estão presentes em todos os atos.

Quanto aos Governos dirigidos pelo Partido dos Trabalhadores reivindicamos a postura que marca o modo Petista de governar: reconhecer o movimento, receber suas pautas, negociar ás propostas e avançar nas mudanças. Diferente do que alguns possam pensar voltar atrás e alterar uma decisão já tomada não é uma demonstração de fraqueza. Pelo contrário é uma demonstração de que os nossos Governos estão a serviço do povo e dispostos a ouvir os clamores das ruas. Esta sempre foi nossa maior força e nosso diferencial.

Os rumos que essas grandes manifestações irão tomar ainda não estão consolidados, pelo contrário, estão sendo disputados por amplos setores da sociedade, do esquerdismo a direita reacionária passando pela grande mídia. Diante disto, não cabe a Juventude do PT ser apenas telespectadora. Tendo como princípio o respeito a autonomia dos Movimentos Sociais e seus espaços de deliberação devemos participar ativamente da construção dos atos, como sempre fizemos e temos feito, sem com isto abrir mão de uma atuação organizada e partidária. Levantemos nossas bandeiras!

O anti-partidarismo aclamado pela mídia e por alguns militantes e ativistas (“nossa bandeira é o Brasil”) flerta com o autoritarismo. Não se sentir representado pelos partidos é um direito, mas o desrespeito àqueles que neles militam é tão autoritário quanto tratar as manifestações com caso de polícia.

Essa não é apenas uma nota em solidariedade ás vítimas das agressões da PM ou em apoio aos manifestantes. Isto é muito pouco para nossa história. Essa é uma convocação a toda militância do Partido dos Trabalhadores, que sempre esteve acordada, a participar e construir as mobilizações em suas cidades de forma pacifica.

Chegou a hora da nova geração de brasileiros empurrar para frente as mudanças do nosso país!

Por um Brasil cada vez mais justo e democrático, através da força da sua juventude!

19 de junho de 2013

Direção Nacional da Juventude do Partido dos Trabalhadores

Jefferson Lima

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Opinião – À luta e à vitória – Por Filipe Carvalho*


Nos últimos dias temos acompanhado uma série de manifestações sociais que surgiram DO POVO e PARA O POVO, estamos vivendo um momento histórico, de participação política das massas, a primavera brasileira.


Os esforços do governo federal em baratear o custo de vida da população a exemplo, da desoneração do PIS/COFINS no transporte público e esforços para fazer valer os 20,2% de desconto na conta de energia esbarram em uma burocracia e jogo político que se apresentam insustentáveis para a população.


Num país onde jogadores de futebol são mais valorizados que os professores a disputa do Estado se faz cada vez mais necessária. A questão do transporte público e mobilidade urbana nem de longe são nossa única bandeira de luta, todavia é a que nos reúne novamente para lutarmos por nossos ideais.


O Governo Federal não está mais recolhendo os impostos pagos na tarifa de transporte público, mesmo assim, em várias cidades do país os donos das empresas não repassam um novo valor para a população, de forma que, um grupo específico esta lucrando em cima do suor e esforço de tantos trabalhadores e trabalhadoras, para onde está indo esse dinheiro?


É chegado o momento em que a sociedade desperta para as lutas e disputa dos rumos do poder público. Setores de direita avançam contra as liberdades individuais à exemplo do oportunismo do Dep. Marcos Feliciano (PSC) que conseguiu a aprovação da “Cura Gay” de autoria do mesmo, dentro da Comissão de Direitos Humanos e no Recife, a eleição de Michele Collins para a presidência da comissão de direitos humanos municipal.(PP).


Poderíamos listar aqui uma série de questões sociais mostrando avanços e refluxos, analisando a conjuntura social e por fim indicar soluções, entretanto é necessário focar uma insatisfação comum que para este momento é o TRANSPORTE PÚBLICO, em Pernambuco. A Grande Recife Consorcio de Transportes não faz prestação de contas para a população, os ônibus continuam sendo desconfortáveis e apresentando atraso em seus intervalos, mesmo com a redução a tarifa ainda não é satisfatória frente a qualidade do serviço prestado.


Não Adianta um Novo Pernambuco sem estrutura.


Precisamos reagir, precisamos nos mobilizar, não podemos ficar sentados reclamando nas redes sociais ou com nossos vizinhos sentados à frente de nossas casas esperando que algo mude por si só. O Estado é um espaço de disputa e cabe a todo cidadão ocupar o seu lugar nos embates que se seguirão.


Por isso o a Juventude do Partido dos Trabalhadores está presente junto ao povo e convida todos os jovens trabalhadores e trabalhadoras a fazerem-se presentes juntamente com os vários movimentos sociais ao momento histórico de mobilização social.


Avancemos sem medo de sermos felizes!


*Filipe Carvalho é Militante da Juventude do PT-PE

NOTA DO PT SOBRE O TRANSPORTE PÚBLICO

As manifestações realizadas em todo o País comprovam os avanços democráticos conquistados pela população. São manifestações legítimas e as reivindicações e os métodos para expressá-las integram o sistema democrático.

É papel dos partidos, do Congresso e dos Governos em todos os níveis dialogar com estas aspirações.

As transformações promovidas no Brasil nos últimos 10 anos, pelos Governos Lula e Dilma – com a ascensão social de 40 milhões de pessoas, a redução das desigualdades sociais, a geração de mais de 20 milhões de empregados com carteira assinada, o ingresso de milhões de jovens nas universidades, a ampliação de oportunidades para todos, enfim o surgimento de um novo País – colocam na ordem do dia uma nova agenda.

Avançamos e podemos avançar ainda mais. Na área de mobilidade urbana, que agora catalisa manifestações em centenas de cidades, várias conquistas ocorreram em governos do PT, como o Bilhete Único, pelo Governo Marta em São Paulo, que resultou na redução de 30% no custo do sistema. Bilhete este que será agora ampliado pelo prefeito Fernando Haddad, com validade mensal e novos ganhos para os usuários que ainda serão beneficiados com a decisão da abertura de corredores e duplicação de importantes vias de acesso à periferia.

O Governo Dilma, que destinou R$ 33 bilhões para o PAC da Mobilidade Urbana, editou Medida Provisória que zerou as alíquotas de PIS/PASEP e Cofins incidentes sobre as empresas operadoras de transporte coletivo municipal rodoviário, metroviário e ferroviário de passageiros, possibilitando a redução das tarifas.

O PT saúda, pois, as manifestações da juventude e de outros setores sociais que ocupam as ruas em defesa de um transporte público de qualidade e barato. Estamos certos de que o movimento saberá lidar com atos isolados de vandalismo e violência, de modo que não sirvam de pretexto para tentativas de criminalização por parte da direita. Nesse sentido, repudiamos a violência policial que marcou a repressão aos movimentos em várias praças do País, sobretudo em São Paulo, onde cenas de truculência, inclusive contra jornalistas no exercício da profissão, chocaram o País.

A presença de filiados do PT, com nossas cores e bandeiras neste e em todos os movimentos sociais, tem sido um fator positivo não só para o fortalecimento, mas, inclusive, para impedir que a mídia conservadora e a direita possam influenciar, com suas pautas, as manifestações legítimas.

A insatisfação de parcelas da juventude em relação às instituições e aos partidos políticos revela a necessidade de uma ampla reforma do sistema político e eleitoral em defesa do que vêm se batendo o PT e outras organizações da sociedade.

Do mesmo modo, as manifestações têm mobilizado sua inconformidade contra o tratamento dado pelo mídia conservadora aos movimentos, inclusive pelo fato de, num primeiro momento, ter criticado a passividade da polícia.

Diante das demandas por transporte de melhor qualidade e barato, o Diretório Nacional do PT recomenda aos nossos governos que encontrem uma resposta necessária, que, no curto prazo, reduza as tarifas de transporte e, num médio prazo, em conjunto com os governos estadual e federal e com ampla participação popular, discuta soluções para um novo financiamento público da mobilidade urbana.

A direção do PT conclama a militância a continuar presente e atuante nas manifestações lado a lado com outros partidos e movimentos do campo democrático e popular.

São Paulo, 19 de junho de 2013.

Rui Falcão Presidente Nacional do PT

Opinião – UEP pra frente, Luciano presidente! – por Emerson Santos*

No último final de semana, a nossa bela e querida capital do forró recebeu o 39° Congresso da União dos Estudantes de Pernambuco Candido Pinto. Entre os dias 14 e 16, a ASCES foi a casa de todos os estudantes do nosso estado. O ato de abertura que aconteceu no primeiro dia do congresso, foi marcado pela presença de diversas autoridades e de mais de 100 estudantes de todas as regiões do estado.

No sábado os debates tomaram conta da ASCES, combate a homofobia, assistência estudantil, reforma política, democratização da mídia, destinação de 10% do PIB, 50% do fundo social e 100% dos royalties do Pré-sal para a educação, e outros temas relevantes foram discutidos pelos mais de 300 estudantes presentes.

O dia mais importante do congresso chegou, no domingo seria eleita a nova direção da União dos Estudantes de Pernambuco que iria comandar a entidade no biênio 2013-2015. Antes da eleição, os estudantes fizeram um ato em homenagem a Candido Pinto, estudante que foi assassinado na ditadura militar. A cerimônia contou com a presença da viúva do homenageado e foi um dos momentos mais bonitos do congresso.

Ao final da homenagem começaram os fatos estranhos. A direção da entidade guardava a sete chaves a lista do credenciamento, que continha quantos delegados cada força política do movimento estudantil conseguiu credenciar. A eleição da nova direção só era legitima se essa ata fosse divulgada, porém a UJS que dirigia até então a entidade não divulgou os documentos, dessa forma não estava garantida a lisura do processo.

Foram montadas duas chapas. Chapa 1 Reconstruir a UEP pela Base (composta pelas forças políticas: Paratodos/CNB. Rebele-se/UJR, Movimento Mudança, Movimento Quilombo/EPS, Levante Popular da Juventude, Reconquistar a UEP/AE e estudantes independentes) e a da situação. Chapa 2 (composta pelo PCdoB e pelo PTB, com apoio do PSB).

A chapa 1 de oposição tinha a maioria do congresso, isso era visível, também era visível a expressão de derrota nos rostos dos dirigentes da UJS, que detinham pouco mais de 80 delegados. Ainda assim a entidade insistiu em não divulgar as atas de credenciamento. Dessa forma, a maioria dos delegados presentes, discordou da postura da direção majoritária e foi realizada uma plenária na área externa da quadra da ASCES.

Os 130 delegados presentes na verdadeira plenária final do congresso elegeram Luciano de Farias, estudante de psicologia na UNICAP como novo presidente da UEP Candido Pinto para o biênio 2013-2015. A unidade das tendências petistas no movimento estudantil foi fundamental para esse resultado.

Desejo sucesso ao Luciano nessa nova tarefa de comandar a entidade que representa todos os estudantes universitários de Pernambuco. Parabenizo todos os estudantes de luta e corajosos que votaram na chapa 1. Agora é o momento de invadir as faculdades e universidades pernambucanas com a bandeira da UEP.

*Emerson Santos é estudante de Administração Pública na UFRPE

Publicado originalmente no Blog do Mario Flavio

Estudante petista, Luciano de Farias, é eleito novo presidente da UEP

Luciano de Farias também é secretário de organização da JPT-PE

Luciano de Farias também é secretário de organização da JPT-PE

Ocorrido neste fim de semana, entre os dias 14 e 16, na Associação Caruaruense de Ensino Superior (ASCES), na cidade de Caruaru, o Congresso da UEP (União dos Estudantes de Pernambuco) mobilizou centenas de estudantes de todo o estado. O congresso transcorria tranquilamente, até que na plenária final, em que foram inscritas duas chapas: uma de oposição. Chapa 1 (composta pelas forças políticas: Paratodos/CNB. Rebele-se/UJR, Movimento Mudança, Movimento Quilombo/EPS, Levante Popular da Juventude, Reconquistar a UEP/AE e estudantes independentes) e a da situação. Chapa 2 (composta pelo PCdoB e pelo PTB, com apoio do PSB).

O impasse se deu quando a direção majoritária da entidade decidiu concluir o congresso sem divulgar o resultado final do credenciamento, o que não garante lisura no processo e não é natural em fóruns de decisões do Movimento Estudantil, a exemplo dos congressos bianuais que renovam a política e a diretoria da entidade.

Bancada aguerrida na retomada da UEP

Bancada aguerrida na retomada da UEP

Dessa forma, a maioria dos delegados presentes, discordando da postura da direção majoritária, decidiu realizar uma plenária na área externa da quadra da ASCES. Na ocasião foi eleita a nova direção da União dos Estudantes de Pernambuco, para o biênio 2013-2015, que será liderada pelo estudante de Psicologia da Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP), Luciano de Farias (Bambucha).

Unidade Petista – Fazia tempo que não ouvíamos os gritos de: “Pode tremer, pode tremer, unificou a Juventude do PT”. Mas na tarde deste domingo,a juventude do PT de Pernambuco deu uma aula de maturidade politica e unificou a luta na disputa contra a UJS/PC do B no Congresso da UEP. Além de unificar a juventude do PT, a chapa contou com o apoio dos camaradas da UJR/PCR. Derrotamos politicamente e numericamente a antiga direção majoritária da UEP. Luciano de Farias disse ao final do congresso:  “é preciso que a juventude do PT continua unificada para aproximar ainda mais a estudantada desse novo momento politico do movimento estudantil e reconstruir a UEP com muita luta” finalizando emocionado a plenária final.

Fonte: Marcos Paulo Lima, Zé Cidão e Marcelo Diniz

Fotos: Matheus Alencar/RAUL

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