Artigo: Uma nova cultura, com novos repertórios. Fazer o novo, fazer agora, Por Jefferson Lima

No Brasil, a juventude vive um contexto de bônus demográfico, ou seja, a população jovem economicamente ativa é maior que a dependente, o que nos possibilita uma oportunidade histórica de ampliar a luta por direitos e colocar a juventude como protagonista na formulação das políticas públicas, seja àquelas direcionadas a superar sua condição social e ajudar a desenvolver o país, seja aquelas voltadas ao conjunto dos grandes desafios do desenvolvimento nacional, dos estados e, especialmente, neste ano, dos municípios. Somos hoje 50 milhões de brasileiras e brasileiras, entre 16 a 29 anos com muita vontade de lutar, de construir um novo Brasil e uma nova sociedade.

Esse potencial que carrega a juventude coincide com sua capacidade – politicamente das mais relevantes – de renovação cultural da sociedade. Essa capacidade renovadora que carrega a juventude e que consiste, digamos, num de seus maiores trunfos políticos, se deve fundamentalmente ao caráter transitório de sua condição enquanto momento de passagem à idade adulta.

A nossa juventude e os seus desejos estão associadas ao uso do tempo livre e ao lazer, tais como a quadra, o espaço da rua e do bairro, as lanchonetes, bares, boates, cinemas, bailes, shows musicais, exposições e cafés. Nesses espaços, a juventude se encontra, experimenta os limites de sociabilidade da ordem estabelecida, desenvolve práticas e valores próprios – que se manifestam por meio da linguagem, do vestuário, dos gostos musicais e dos padrões de relacionamento afetivo, por exemplo – projetando papéis sociais culturalmente inovadores.

Não podemos entender a juventude como uma espécie de estado de espirito ou atitude diante do mundo. Materializada no culto ao corpo e em padrões de consumo, a juventude é alçada, assim, à condição de ideal para todas as idades. Não podemos também reduzir o seu papel estratégico à rotina “tarefeira” na celebrada condição de “pau pra toda obra”.

Chega o ano de 2012 e com ele o processo eleitoral e o nosso compromisso enquanto direção nacional da Juventude do PT de aumentar o número de jovens eleitos(as) nesta eleição. Para esse sucesso contamos com o compromisso da Direção Nacional do PT e das direções estaduais e municipais com os jovens petistas que vão disputar o pleito eleitoral em 2012. Os nossos candidatos (as) e a nossa militância precisam levar em consideração a complexa interação de fatores de ordem biológica, psicológica, educacional, econômica e social derivados do reconhecimento da especificidade da juventude brasileira.

Nesse período eleitoral as juventudes apresentam suas demandas e apontam quais as políticas públicas que devem ser prioritárias para seu município, seu bairro nos próximos quatro anos. Essa nova geração, fruto dos governos do PT de Lula e Dilma, possui mais ativismo e estará sem sombra de dúvida, atenta a todo processo eleitoral deste ano no Brasil. A juventude já não se enxerga no jeito “tradicional” de fazer política. Contando com poucos representantes nos espaços de poder e cada vez mais questionando o modo de o conservadorismo fazer política. Desejamos mais do que ações pontuais, nosso desejo é por mudanças mais profundas no bairro, na cidade e também em temas essenciais para todo o Brasil como a reforma política e a democratização da mídia.

É muito importante nessa eleição serem debatidos os direitos da juventude, a implementação e consolidação das PPJs nos municípios, a liberdade da juventude e os repertórios dessa nova geração.  Nessa eleição é necessário o entendimento da importância da juventude nas eleições, que vai muito além de carregar bandeira ou entregar material. Os candidatos e candidatas devem ter um olhar sobre outro aspecto, o da incorporação das bandeiras de luta e dos novos desejos dessa juventude na educação, saúde, emprego, cultura, diversidade e ambiental.

A política municipal de juventude deve estar atenta às antigas e novas demandas que tem surgido nesta geração, ampliando e diversificando seus programas e ações e fortalecendo a relação com a agenda nacional. Nossas candidaturas de juventude defende a promoção dos direitos da juventude, dialogando muito com a realidade local.O papel é cuidar da juventude não somente do portão de casa para a rua, cuidar também do portão para dentro da sua casa.

Esse ano o PT terá vários candidatos e candidatas jovens que vão representar as juventudes no seu município, nos bairros, nas escolas, nas universidades etc. O fortalecimento das juventudes e do nosso partido passa também pela ocupação de importantes espaços desses jovens no Legislativo e no Executivo.

Em 2012 são 3.914 jovens candidatos (as) pelo PT nas eleições 2012. Lembro que consideramos jovens no PT de 16 até 29 anos. Serão 3.815 jovens candidatos (as) para vereador (as). Os estados com número maior são MG com 617 candidatos (as) e São Paulo com 557 candidatos (as).

Temos 34 candidatos (as) a prefeitos (as) sendo Minas Gerais com 8, São Paulo com 7 e Bahia com os maiores estados. Para vice-prefeitos (as) temos 65 jovens candidatos (as) no Brasil. Sendo Minas Gerais com 14 candidatos (as) e Bahia com 08 candidatos(as).

Crescemos significativamente o número de candidatos (as) em relação às eleições de 2008. Com esses números, temos o desafio de aumentar nossa referência para os milhões de jovens filiados e simpatizantes, aproximarmo-nos dos segmentos juvenis, promover, ao mesmo tempo, uma forte política de filiação desses jovens ao nosso partido, para que possamos avançar na ocupação de espaços da juventude no nosso partido, dentro da política de cotas aprovada no IV congresso do PT e ter, como resultado final, a eleição dos (as) companheiros (as) jovens do nosso partido para o legislativo e executivo nos diversos municípios brasileiros.

Temos a compreensão que o desempenho da juventude é melhor nas eleições proporcionais do que nas majoritárias. Sabemos das dificuldades, porém a juventude tem o diferencial da militância, da garra, da disposição, a vontade de lutar e de mudar o seu município cuidando das pessoas.

Por isso, em 2012, a juventude brasileira vota 13!

Jefferson Lima é secretário nacional de Juventude do PT.

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